Holofote
MC Cacau fala sobre o funk atual: “Tá faltando letra e respeito”

Uma das vozes mais icônicas da história do funk, a cantora desabafou sobre a nova cena e a dificuldade de encontrar espaço para músicas sem palavrão.
Se tem alguém que tem propriedade para falar de funk é a MC Cacau. Com décadas de estrada e dona de hits que atravessam gerações, a “Rainha” não escondeu sua insatisfação com os rumos que o movimento vem tomando. Em entrevista recente, a artista abriu o jogo e fez uma análise crítica sobre a falta de composição e o comportamento da nova geração.
Para Cacau, o gênero que a consagrou está passando por uma crise de identidade. A cantora foi enfática ao dizer que a essência do funk — que antes contava histórias e emocionava — está se perdendo.
“Tá faltando letra, tá faltando respeito”, disparou a MC.
Segundo ela, a vulgaridade excessiva e a falta de cuidado com as composições estão afastando o gênero de um público que valoriza a história. A crítica não é ao ritmo em si, mas ao conteúdo que tem sido priorizado nas plataformas e nos bailes.
Trabalho novo na pista, mas cadê o espaço?
Mesmo com uma carreira consolidada, Cacau revelou um desafio que muitos artistas da “velha guarda” enfrentam: a dificuldade de inserção no mercado atual. Ela afirma que continua produzindo e tem trabalhos novos prontos, mas sente que o cenário está fechado para quem não segue a fórmula dos “proibidões” ou das letras vazias.
“A gente tem música nova, mas tá sem espaço pra tocar”, lamentou. O desabafo acende um alerta sobre como o mercado tem consumido apenas o que é momentâneo, muitas vezes ignorando a qualidade técnica e a história de quem construiu a base do movimento.
Funk para a família: Menos palavrão, mais música
A solução, segundo a visão da artista, seria um retorno às origens, onde a batida envolvente não precisava de termos chulos para fazer sucesso. MC Cacau defende que é possível, sim, fazer um funk de qualidade que todos possam ouvir.
“Tem que fazer músicas assim, sem palavrão”, defende a cantora, reforçando que o respeito deve ser a base para que o funk continue crescendo e sendo respeitado como cultura em todos os lugares.










