Holofote
Juliana Fogosa fala sobre o funk atual e revela o motivo de preferir os clássicos dos anos 2000

Juliana Fogosa abriu o jogo sobre a trajetória do funk brasileiro e não fugiu do assunto quando questionada sobre a produção musical atual. Veterana da cena, Juliana destacou que, embora o gênero continue em evidência, a qualidade das composições mudou drasticamente em comparação ao que viveu no auge dos anos 2000. “Eu prefiro o funk da minha época e a galera que veio antes, nos anos 90. Parece que o funk hoje não tem letra, não tem nada”, desabafou a artista, ressaltando que o foco das produções atuais parece estar limitado a trechos curtos para viralizar em redes sociais como o TikTok.
Mãe de crianças pequenas, a artista revelou que a natureza explícita de muitos lançamentos atuais a impede de ouvir as músicas em ambientes familiares. Para ela, o funk antigo utilizava o “duplo sentido” de forma mais criativa, enquanto hoje a linguagem se tornou direta demais para ser consumida em um churrasco de domingo, por exemplo. “Eu, pelo menos, não ouço por conta dos meus filhos. Prefiro o funk da nossa época, que tinha uma outra pegada”, explicou Juliana, defendendo que a essência do movimento se perdeu na busca por curtidas rápidas.
Juliana também observou que esse sentimento de nostalgia não atinge apenas os veteranos, mas também a nova geração. Segundo a cantora, é comum ver jovens e adolescentes buscando os clássicos da Furacão 2000 e do Bonde do Tigrão, por sentirem que essas músicas possuem uma energia que falta nos “hits” de 15 segundos. “A geração de hoje nunca vai saber a emoção que era esperar o ano inteiro para sair um DVD em dezembro e a gente correr para comprar. Era bem melhor, sem sombra de dúvida”, concluiu ela, reafirmando seu orgulho pelas raízes do funk carioca.










