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DJ Malboro rebate críticas sobre ser ‘dono do funk’ e dispara: ‘Se eu fosse dono, não teria pornografia’

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Foto do DJ Malboro usando fones de ouvido e falando ao microfone dentro de um estúdio de gravação

O pioneiro DJ Malboro utilizou o espaço de seu programa para rebater as críticas que circulam sobre sua postura no movimento musical. Durante o bate-papo, Malboro foi questionado sobre as declarações que o acusam de se comportar como o “dono do funk” e de tentar apagar a história de outros artistas. Sem papas na língua, o DJ reconheceu a importância inquestionável de seu legado, mas fez questão de rechaçar o título autoritário. Ele explicou que não faz sentido ser apontado como proprietário de um gênero que nasceu na década de 1940, época em que ele sequer era nascido, e ressaltou que sua verdadeira contribuição foi a nacionalização e a profissionalização do movimento a partir do final dos anos 1980.

Para fundamentar seu argumento, Malboro apontou o atual cenário de lançamentos musicais como a maior prova de que ele não detém o controle do gênero. O produtor criticou abertamente a atual falta de limites nas composições e o excesso de conteúdos explícitos, afirmando que, se realmente mandasse no funk, o mercado seguiria uma direção completamente diferente e mais respeitosa. “A prova de que eu não sou dono do funk é que eu não concordo com muita coisa que é feita hoje. O dono toma conta daquilo que é dele, não é? Então, se eu fosse dono, certamente não ia ter pornografia, palavrão, baixaria… Pô, ‘as mulheres lindas que têm no Brasil’… Olha a diferença para quando eu descobria talentos para o que está acontecendo hoje”, disparou o artista.

Apesar das divergências com a nova geração, o DJ revelou que continua trabalhando ativamente na expansão do ritmo por todo o território nacional. Ele relembrou as dificuldades que enfrentou no início da carreira, quando gravadoras duvidavam do potencial do funk fora do Rio de Janeiro, e aproveitou o momento para anunciar os preparativos de um projeto ambicioso para os próximos anos: o álbum Funk Brasil 10. Previsto para ser lançado em 2029, o disco pretende encerrar a famosa saga com chave de ouro, abrindo espaço para novos talentos de todos os estados brasileiros. “Eu vou lançar uma campanha para as pessoas começarem a mandar música do Brasil inteiro, sabendo que já tem duas vagas para cada estado”, antecipou Malboro, reforçando que seu papel sempre foi o de unir e expandir o movimento.

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